Archive for the ‘Student's life’ Category

Autoconfiança

2012/12/11

Fazia um tempinho que não precisava me aventurar pelo mundo dos exames na escola (mais precisamente, quase três anos). Porém, Análise de Algoritmos I quebrou este hiato. Logo que descobri que não escapara do inescapável exame, indaguei o professor sobre a possibilidade de um atendimento para tirarmos dúvidas antes da prova fatal (que, no momento em que escrevo isto, não fiz ainda). Falando no professor, ele é um distinto senhor (temido) conhecido por Rezende.
Pois bem, fui ontem no tal atendimento e lhe mostrei um algoritmo que tentei bolar. Depois de me fazer uma copiosa chuva de questões, às quais mal e mal respondi titubeante, ele virou e me disse: “Você, no fundo, quer que eu diga se isto que você fez está certo ou não” (ah não, como ele descobriu!?) E não parou por aí, continuou: “Você tem problemas de autoconfiança, precisa acreditar mais em si mesmo e no que faz” (caramba! como ele descobriu isso também!? Talvez ser professor exija mais habilidades do que supunha).
O fato é que ele estava absolutamente certo. E a falta de autoconfiança não me atinge somente nos algoritmos, mas na vida.
Todavia, como ser autoconfiante sem correr o risco de ser soberbo ou pretensioso? Eis questão.

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É dia de feijoada!

2011/10/14

Hoje é dia de feijoada. Diferentemente dos bares e restaurantes populares, em que dia de feijoada é quarta-feira e sábado (pelo menos em São Paulo), no bandeco, dia de feijoada é sexta-feira. Mas não toda sexta-feira (tá pensando o quê, cara pálida!). Em verdade, temos o referido prato apenas uma ou duas vezes por semestre (às vezes, zero vezes por semestre). E por que sexta-feira? Porque o campus está bem mais vazio do que de costume, pois muitas pessoas voltam para suas cidades de origem.

É sempre uma ocasião especial. Quem já viu, sabe. Nem vendem entradas para não-estudantes. As pessoas trazem suas melhores farinhas, farofas, Coca-Cola e o que mais acharem de interessante para “embelezar” seus almoços (e jantas). Aliás, dia de feijoada é um dos únicos dias em que a janta é igual ao almoço. As pessoas ficam mais inspiradas, muitos dos que não costumam frequentar o bandeco vão lá neste dia, e vão aos montes. As filas duplicam, triplicam. Tudo isso por causa de uma iguaria criada por escravos. Interessante, não?

Mas nem tudo é conto de fadas. Há algumas semanas, o cardápio programado era (adivinha!) feijoada. Eu, como um mero mortal comum, dirigi-me ao estimado bandeco e eis que me deparei com algo: não havia feijoada! De fato, não havia almoço algum! Vi as pessoas desoladas, perdidas, sem saberem o que seria de suas vidas, temerosas quanto ao futuro incerto. Internamente, pânico geral; externamente, uma expressão de dúvida inexprimível. Elas se entreolhavam, atônitas… decepção.
Horas depois, descobri o que ocorrera: a máquina de lavar as bandejas havia quebrado e os funcionários não dariam conta de lavá-las manualmente, ainda mais num dia de feijoada. Quando fiquei sabendo disso, a frustração que sentira outrora cedeu espaço para simpatia pela causa dos pobres trabalhadores. O DCE (você acha que eles ficariam de fora dessa!) organizou cartazes e manifestações em prol dos funcionários (e contra o REItor (pra variar)). De fato, o bandeco é um baita instrumento alimento-político. Experimente deixá-lo fechado por alguns dias pra ver no que dá!

Mas os acontecimentos excepcionais não pararam por aí. Depois de alguns dias funcionando “mais ou menos”, adentrei o referido recinto sem saber o que me esperava. Estupefato, fiquei sem ar por alguns milissegundos, olhos esbugalhados. Esfreguei-os para me certificar de que não dormia. Não, não era sonho. Os outros frequentadores, que também aguardavam na fila, comentavam, olhavam novamente para conferir. Burburinho. O destino que nos aguardava estava ali, bem ali na frente. E quando fomos pegar nossa bandeja… pratos! Pratos de porcelana no bandejão! BANDEJão! Sim, sem dúvida, foi um momento difícil de crise de identidade para meu restaurante preferido.
Por mais que pareça bom ter pratos lá, acredite em mim: não era! A logística do bandeco não foi concebida com pratos em mente. Era um deus-nos-acuda para segurar o prato, a sobremesa e ainda [tentar] pegar os talheres e o guardanapo. Algumas pessoas que nunca vão no bandeco foram lá só por causa dos pratos (vide comentários).
Mas isso foi apenas mais um capítulo na história desse gigante patrimônio dos universitários (e por que não da humanidade!). Algumas semanas após o incrível ocorrido, as boas e velhas bandejas novamente deram as caras (para a felicidade dos que não estavam a se alimentar direito – como eu).
E duas semanas após o retorno das operações ordinárias, o prato constante no título deste artigo também deu as caras (dessa vez, para a felicidade geral da nação!). Hoje é dia de feijoada! Então, com sua licença, vou garantir minha segunda porção dela na janta…

Cuidado com os créditos!

2009/11/22

Olá meus amigos, tudo certinho?
Desta vez, gostaria de alertá-los para uma coisa: NÃO peguem muitos créditos!!! ^_^
Bom, se você for superdotado, pode ignorar (será?) tal conselho. Mas se for um reles mortal como este que vos escreve, então acho que vale a pena considerar isso.
Digo isso por experiência própria >_< estou tendo muitos problemas para levar as matérias a cabo… sniff sniff. Não vejo a hora de este semestre acabar. Mas, com certeza, a partir do próximo semestre, observarei muito bem este conselho.
Acho que até caberia um corolário:

creditos=\frac{1}{vida}

Abraços a todos!

Bixo

2009/02/11

Pois é, agora eu sei por que bixo se chama bixo. Você já parou pra pensar nisso? Eu não. Mas senti na pele (especialmente na parte do couro cabeludo – que, de repente, já não é mais tão cabeludo assim…) o que isso significa. Devo dizer que me senti um bicho mesmo. O que mais se ouvia era “vai bixo, por que não tá sambando? não tá ouvindo a música não?” ou então “vai, entra no elefantinho aê!”, além dos “vem cá”, “vai pra lá”, faz isso, faz aquilo…
Apesar de aparentar o contrário, eu tenho espírito esportivo, pelo menos tive até tentarem me darem o segundo trote (isso algum tempo depois do primeiro), quando eu esbocei reação. Pra quê??? O veteraninho ficou ofendido: “olha só, o bixo tá me segurando. Ah nãooo….”. Sim, eu tentei evitar o pior… mas não deu. Tomei um banho de guache laranja, que se juntou às outras cores que já estavam secas. Enfim, virei um arco-íris ambulante. Depois disso, não esbocei mais nada. Resignei-me com minha condição de calouro e fui embora. Pelo menos consegui alguns colegas, em sua maioria bixos como eu.
Mesmo assim, fico agradecido por não terem me jogado numa piscina (tinha piscina lá?) com os pés e as mãos amarrados, terem me queimado vivo ou qualquer outra coisa do gênero que muitos veteranos acéfalos praticam, destruindo os sonhos e as vidas alheias. Obrigado por estar vivo ainda…

Aprovações

2009/02/05
Ti_IME

IME (Instituto de Matemática e Estatística)

Se alguém me perguntar se é fácil estudar dia e noite, noite e dia, de segunda a sexta e durante 70% do fim de semana; eu responderei que não. Se alguém me perguntar se é fácil deixar de sair com os amigos e recusar diversos convites para diversos lugares, eu responderei que não. Se alguém me perguntar se é fácil abrir mão do que se gosta de fazer, para estudar; eu responderei que não. E se alguém me perguntar se tamanho esforço vale a pena, eu responderei que sim.
O tamanho dos resultados é proporcional ao tamanho do esforço. Por isso, se você quer algo, de verdade, dedicação e abdicação deverão ser dois dos seus amigos mais próximos. E boa sorte!