Archive for the ‘Personal’ Category

Pessoas complicadas

2014/08/04

Engraçada é a vida, às vezes. E como imprevisíveis e incompreensíveis podem ser algumas pessoas. Você tenta mostrar para uma amiga que ela é importante, você se importa realmente com ela e tenta fazer sua vida melhor, na medida do possível. E ela pega e fica incomodada, dizendo que não precisa se preocupar com ela. Como se pode ser amigo de alguém se não se pode nem se preocupar? Mesmo assim, você diz “tudo bem”. Daí, a pessoa para de falar com você.

Não queria perder a amizade dela, mas será que me falta maturidade para aceitar que não se pode ser amigo de todos?

Tchauzinho, 2013

2014/02/01

Já estamos no começo do segundo mês de dois mil e quatorze, mas isso não me impede de escrever sobre dois mil e treze. Até porque isso aqui é uma salada de frutas mesmo.

Supondo que não haja objeções, simbora. Ano passado foi um ano interessante. Conheci pessoas que se tornaram importantes para mim, outras pessoas conheci de verdade, passei muitos bons momentos com os amigos. Infelizmente, não pude passar muito tempo com outros amigos queridos, porém os contatos não foram, de forma alguma, perdidos. Neste ano, tenho oportunidade para melhorar tal situação.

Em dois mil e treze, eu até consegui recuperar amizades. Mesmo com o ceticismo (ou pessimismo?) de alguns. Fiquei muito feliz com a amizade recuperada. Realmente, o mundo dá voltas. E acontecem fatos que seriam outrora impensáveis.

É óbvio que a vida não é um mar de rosas. Problemas apareceram, outrossim falhas, malogros. Contudo, creio que seja praticamente sempre possível depreender algo de bom mesmo dos acontecimentos mais adversos. Realmente espero que eu tenha conseguido compreender melhor esse mistério que é a vida.

Agora é se preparar para dois mil e quatorze e seus próprios desafios.

2013/10/23

Wow, I have never thought that whilst studying business administration I would find something that describes so well what I have been doing several times in my life.

You should never elaborate a plan in too much detail. It costs energy, and you focus your energy on thinking about what could go wrong, and that’s a waste. It often takes a lot of effort to prevent people from putting in too much energy at the beginning of a process by thinking it over meticulously. It only creates false certainty, because once you begin to make some progress, you realize that you are often in a different place than you thought you would be.

Better study further pragmatic strategy.

O que se leva da vida é… a vida que se leva (Antoine de Saint-Exupéry)

2013/08/26

Desta vida nada se leva… a não ser a vida que se leva
Só se deixa…
Então, deixo o meu melhor…
Meu melhor sorriso
Meu maior abraço
Minha melhor história
Minha melhor intenção
Toda minha compreensão!
E do meu amor, a maior porção…
Só quero ficar na memória de alguém como outro alguém que era do bem!

(Antoine de Saint-Exupéry)

Jornada Mundial da Juventude 2013

2013/08/12

Como muitos devem saber, a cidade do Rio de Janeiro sediou este ano a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento criado pelo Papa João Paulo II em 1984 que tem os jovens como protagonistas desse grande encontro de fé, esperança e unidade. Seu objetivo principal é dar a conhecer a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo, além de, através deles, mostrar o “rosto” jovem de Cristo ao mundo. Para esta JMJ, o papa Francisco veio nos visitar e nos prestigiar. De 23 a 28 de julho, a fé rolou solta pelo Rio de Janeiro com a JMJ, que teve como lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).
Tive o prazer e a satisfação de participar desta edição do evento, em nosso solo tupiniquim. Fui com a galera ponta firme da Pastoral Universitária da Unicamp e amigos (no total, aproximadamente oitenta pessoas). Minha jornada começou na sexta-feira, indo de São Paulo para Campinas, onde nos reunimos no salão paroquial da igreja Santa Isabel. Quando cheguei, o pessoal estava ensaiando o flash mob para o papa Francisco. Aí já viu né: entrei na dança também (literalmente). Depois, ainda conversei com muitas pessoas e, logo antes de partirmos, o padre João Batista nos deu sua bênção.
Com uma hora de atraso, o ônibus saiu rumo ao Rio de Janeiro. Rezamos um terço, comemos, conversamos e dormimos, claro. Por volta das 5:30h do sábado, chegamos na Ilha do Fundão (na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)) e vimos a aurora. Após algumas fotos e um breve alongamento, tomamos o ônibus “Rio City” (linha especial para a JMJ), que tinha como destino a Central do Brasil. No ônibus, conhecemos um pessoal de Campo Limpo Paulista que também estava participando da jornada (só tinha peregrinos no ônibus). Como ainda não tínhamos o kit peregrino, descemos no Sambódromo da Marquês de Sapucaí e fomos para a nada modesta e tampouco organizada fila. Depois de umas três ou quatro horas e de pegarmos sol e chuva, conseguimos os kits para nosso grupo.

JMJ: Pastoral Universitária em massa

JMJ: Pastoral Universitária em massa

Como dava meio-dia, rezamos o Ângelus. Em seguida, partimos para a caminhada. Dali até a praia de Copacabana, nosso destino, aproximadamente treze quilômetros nos aguardavam. Do sambódromo, seguimos pela avenida Presidente Vargas, em seguida pela avenida Rio Branco, depois pela avenida Beira Mar, passando pela Glória e pelo Flamengo. Em seguida, enveredamo-nos por ruas e mais ruas até misteriosamente chegarmos à Copacabana. Um “detalhe” que não mencionei é que neste percurso fomos acompanhados por muitas, mas muitas pessoas mesmo. E de vários lugares do mundo. Várias bandeiras tremulavam: Porto Rico, Austrália, Cuba, Argentina, Iraque, Malásia, Alemanha, etc., além das bandeiras de vários outros países que não reconhecemos e de estados de outros países e de, claro, bandeiras do Brasil (e também de estados brasileiros, com destaque para a do Espírito Santo – com seu lema “trabalha e confia” – que, muito provavelmente por causa da origem do lema, tinha aos montes).
Ficamos com muita fome durante as longas horas de caminhada com mochilas pesadas. No meio do caminho (no aterro do Flamengo), havia um posto de retirada do kit vigília (basicamente, alimento). O problema foi que a fila estava tão grande e desordenada que as pessoas preferiram seguir direto para Copacabana (sob protesto de meu estômago faminto). Então, seguimos peregrinando numa multidão internacionalmente imensa. Multidão que conversava, cantava, rezava, tirava fotos, brincava.

JMJ: domingo de manhã

JMJ: domingo de manhã

Chegamos em Copacabana por volta de 17, 18h. Como se não bastasse estarmos exauridos da caminhada, foi um parto encontrar um lugar para nos abrigarmos por lá. A areia estava completamente ocupada até onde os olhos alcançavam. O jeito foi arranjar um lugarzinho na calçada. E por lá ficamos durante a vigília com o papa Francisco. E por lá dormimos do jeito que deu: uns com saco de dormir, outros com EVA, plástico. Antes de sucumbirmos ao cansaço, porém, sucumbimos à fome e fomos procurar algo para comer. Foi assim que conhecemos o cachorro quente carioca: sem purê (buááá), com uva-passa (!), com queijo ralado (!!) e com ovo de codorna (!!!). E ainda podíamos escolher entre salsicha e linguiça oO Bom, o importante é que aliviou nossas necessidades alimentares naquele momento. E fomos dormir.
No meio da madrugada, uma amiga do grupo achou um lugar na areia e nos acordou para que mudássemos de lugar. Levamos todas nossas tralhas para a areia, aliás um lugar ameaçadoramente perto do mar. Tanto que algumas pessoas se recusaram a pousar ali e foram procurar outro lugar. Entrementes, fomos a um mercado há alguns quarteirões Copacabana adentro. Compramos mantimentos para o grupo todo (bisnaguinhas, bolachas, barras de cereal e um leite para um amigo nosso lactomaníaco). De volta à praia, nossos amigos tinham encontrado um lugar mais seguro para ficarmos. Comemos, rezamos e cochilamos um pouco, bem apertadamente (o bom é que nos esquentamos mutuamente).

JMJ:  praia de Copacabana

JMJ: praia de Copacabana

Durante a manhã, preparamo-nos para a missa de envio. Fizemos o último ensaio e apresentamos o flash mob para o papa. Logo após, ocorreu a missa, que foi celebrada em diversos idiomas e teve diversos “sabores”: momentos mais carismáticos e momentos mais tradicionais, como o Ângelus rezado em latim ao cabo da missa. Infelizmente, não fomos privilegiados de receber a comunhão (naturalmente, não havia hóstias para todo mundo – cerca de três milhões de pessoas).
Depois, foi só organizarmos nossas coisas e retornarmos para a Ilha do Fundão e de lá para Campinas. Retornamos cheios de alegria, esperança e de vontade de sermos jovens mais comprometidos com o mundo e com Deus. Pelo menos para mim, estes sentimentos ficaram de forma muito expressiva. Outra coisa que senti de maneira bastante forte foi a amizade e a proximidade das pessoas. Nesta jornada, conheci melhor muitas pessoas da Pastoral Universitária que praticamente só conhecia de vista.
Em suma, foi um evento fantástico. O desgaste físico foi proporcional à alegria da alma. Uma experiência muito positiva.
Jovens de todo o mundo, uni-vos!

JMJ: domingo antes da missa

JMJ: domingo antes da missa

Despeço-me por aqui com o hino oficial da Jornada Mundial da Juventude 2013:

2013年度全伯大学生サンパウロ研修

2013/03/03

今年の一月二十一日から一月二十五日まで国際交流基金の主催された「全伯大学生サンパウロ研修」に参加しました。日本語が大好きだからこの研修を好きにならないわけではないでしょう。
A組は六人でした:ベアトリスさん、ルシアナさん、ユミさん、タイスさん、チエミさんと私でした。「両手に花」という表現を習いました。五人の女性と一人の男性の私だったからです。この表現は日本人が教えてくれました。前向きに役に立つ表現ですね。
A組の私達は同じ宿屋に泊まっていました。日曜日の夜宿屋に着きました。

翌朝まだ出会えずに基金に行ってそこで出会いました。ルシアナさんとチエミさんは既に着いていました。ベアトリスさんとユミさんとタイスさんは私の着いた時間の少し後に着きました。彼女達が遅れたのは道に迷ってしまったからです。少なくとも新聞売場のおじさんと知り合いになりました。
初めての授業は皆さんの自己紹介があって、すぐ麻樹先生と勉強することに移りました。その後は真由美先生と日本文化について習いました。すべての授業は全く日本語で全然平凡ではありませんでした。意欲が湧きましたよ。
昼食の時間にショッピングセンターに行って一人一人食事にしました。その時私が凄くゆっくり食べることはばれました。けれどユミさんもゆっくり食べるのは明らかにしました。安心。私だけではありませんよ。のろい一対でしょう。
当日の最終活動は浴衣を着ることでした。大変面白かったのです。皆さんは中々可愛かったです。
宿屋へ帰る途中で皆さん一緒に夕食しようという提案をして承諾されました。従って夜「すきや」に行って牛丼を食べました。ルシアナさん はおばさんと一緒だったから私達と一緒に夕食できませんでした。当夜ユミさんが前夜冷たい水でシャワーを浴びたことが分かりました。ガス・シャワーだったから流行の電気シャワーと調整は違います。私、調整ができるまでいつもより時間が掛かったが結局水温はちょうどよかったです。

火曜日の朝私達朝食を一緒に食べられました。その後一緒に基金に行きました。研修が終わるまで毎日朝食してから一緒に基金に行こうとしました。
一限目は聴解でした。私はヘタクソでした。大部分分からなくて間違った回答は多かったです。少なくともいくつかの弱点を見つけられました。
そして昼食後日本文化についてまた勉強しました。今日のテーマは「トイレ」でした(昼ご飯を食べたばかりなのに)。面白いことが分かりました。例えばお風呂・トイレ離れや音姫やトイレ風水と金運の関係です。伯国で見たことのない物事です。或る調査によると日本で部屋を借りる時、場所や値段以外の最も大切なこだわりポイントはお風呂・トイレ別だということです。伯国の家族の習慣についても習いました。本当に面白くて勉強になりました。気になることも知りました。それは日本文化の授業を基づいて質問を思いついて日本人とインタビューをすることです。当然に心配になりました。
こんな悩みがあってもユミさんとタイスさんと私はリベルダーデ区に遊びに行きました。ベアトリスさんは漢字についての論文を書くように宿屋にいました。ルシアナさんはまたおばさんと一緒にいました。チエミさんは数日前リベルダーデ区に行ったからまた行きたくありませんでした。私達三人リベルダーデ区を回って新しい店を知って買い物をしました。ユミさんはたーさくん物を買ってしまいました。そして美味しそうで安い料理屋を探しに行きました。結局いい処を見付けました。「えびす」という料理屋です。素敵な夕食でした。
宿屋に帰って質問のことに戻りました。一人一人日本文化の授業のテーマを選ぶはずで、「結婚」にしました。実は他のがもう選ばれていたからです。

水曜日です。当日の勉強は漢字で始めました。二つの漢字の授業でした。組の中で私だけしか漢字好きな人は多分いませんでした。 タイスさんは漢字が好きだったため、日本語の勉強をし始めて後は漢字があまり好きじゃくなったことが分かりました。気の毒ですね。一方組の皆さんは仮名ばかりの文書が読みづらいと認めました。
授業の後は模擬インタビューでした。本当に助かりました。質問を整えられました。そして昼食で、その後…。私達は部屋の中で日本人を待っていた間にすごく緊張になってしまいました。実は皆さんは悩んでいたそうです。
日本人が部屋に入った瞬間は顔を見て安心になりました。想像時間終了でした。インタビューは私達・日本人一対一で十五分を経ったら席を変えました。日本人全員と話すためでした。最初は少し怖かったが結局インタビューはすごく楽しくて素晴らしい体験になりました。たくさんげらげら笑いました。ユミさんが私の笑いに煩わされてしまったそうです。あぁ、ごめんなさい!大変なのは日本人の答えがうまく書き取れませんでした。そんな予感がしました。会見者能力不能ではないか。
インタビューが終わってからコーヒーブレイクがありました。緊張せずに日本人と何でもについて話し合ういい機会でした。サンパウロ新聞で働くように伯国に来た二人の記者と話したばかりです。とても親切な人間です。インタビューで私達の行動についてコメントを書いてくれました。大変参考になりました。
当夜、私達はいい食べられるところを探しに出掛けました。多分一時間以上探しました。人は決めるのが嫌いようですね。私もそうです。煎じ詰めるとパウリスタ通りにあるショッピングセンターで夕食しました。夕食中チエミさんが私そっくりなバウル市の友達がいることが分かりました。顔だけじゃなく、笑い方や日本語の話し方もそっくりだということです。すごいですよね!
それに、私が「やばい」という表現を使いすぎていたから友は怒って私を殺してみたかった… 冗談です。研修の初の日、先生が「やばい」について少し説明してくれたからこの表現は想いに残ってしまったし、意味がいっぱあるから何度も使いました。なんて面白い表現でしょう。

翌日の最初の授業はまた聴解でした。けれど前回よりもっと理解できて嬉しかったです。授業の大部分は数についてでした。全然簡単ではない内容です。後は発表についての授業でした。そうそう、インタビューだけじゃなく、日本人の答えを纏めて原稿を書いて発表をしなければいけませんでした。一度も会わなかった人達の前で発表です。緊張緊張です!
ヘタクソな書き取りだったから原稿を書くのが本当に大変でした。書かれていなくて記憶にまだ残していた答えは役に立ちました。
当日の夕食は研修の一番早くて、研修の一番眠れなかった夜です。三時間ぐらい寝ました。日本語で多少の長い文書を書くの複雑さが分かりました。

そして…研修の最終日です!つまり、発表の日です。そのため、私達は明らかに心配していました。朝から正午までは原稿を書き終ったり予行演習したりする時間でした。日本人の先生と伯人の先生は私の原稿を読んで改正してくれました。そしてできるだけ諳記してみました。全く読むのが避けたかったです。私達、場当たり稽古をしました。ドキドキしたからなかなかうまくなかったです。それでも、大事な演習でした。決戦は近づいていました。十五時半になりました。発表の時を告げました!「やるしかない」の時間でした。一週間勉強してきて本番が来ました。怖かったよ!
麻樹先生は楽観的でしたが私は自信を持っていませんでした。ベアトリスさんから始まりました。日本人が大学の卒業をしてすぐに仕事を始めることについて講話しました。そして私の出番でした。インタビューされた日本人の結婚についての意見と私の感想を発表しました。当然にいくつかの間違いを犯してしまいました。それなのに最も大事な点を伝えられたと思います。講話の後は傍聴人の質問の時間で、私のヘタな日本語で答えてみました。面白くて前以って考えなかった質問でした。そしてルシアナさんが発表しました。銭湯や温泉で人前で裸になるという問題などについて講話しました。その後ユミさんでした。日本での贈り物習慣について講話しました。そしてチエミさんの出番で、日本の学生と教育について講話しました。最後はタイスさんの発表でした。夫の小遣いについて講話しました。
心臓麻痺や失神などの問題は起きなかったから発表会は成功だったと思います。二日前インタビューで出会った記者の川口さんも行ってくれました。ありがとうね、川口さん!
読みたかったら、原稿はここです。
発表会の後で懇親会がありました。すごく安心になりました。私達と先生方と関係者の全員の努力のお蔭でできました!皆様は生きています。
本当に刺激の多くて素晴らしい一週間でした。日本人とインタビューや人前で講話できてとても嬉しいです。素敵な人達と仲良くする機会でした。大切にする体験です。忘れられない想い出がいっぱいできました。そして成長した気がします。
国際交流基金やウニカンピの日本語の先生方や友達に有難いです。全員のお蔭で夢が実現できました。ぞっこんありがとうございます!
他人がこんな研修に参加できるように希望します。
これで、研修で習った表現を使って終わりにしようと思います。以上です。

浴衣写真

浴衣写真

Programa de Incentivo aos Estudantes de Língua Japonesa para Universitários

2013/02/01

Na semana passada, tive a oportunidade de participar do Programa de Incentivo aos Estudantes de Língua Japonesa para Universitários oferecido pela Fundação Japão de São Paulo.
Não é difícil imaginar que eu adorei, né. Mas confesso que foi bem diferente do que esperava (o que não é uma coisa ruim). Na verdade, nenhum de nós, que participamos do programa, sabia bem como seria e, portanto, ficamos surpresos quando descobrimos.
Éramos seis (como na clássica novela homônima) na turma A: Beatriz, Luciana, Solange, Thais, Tiemi e eu. A distribuição entre os sexos ficou desequilibrada, mas foi algo… inesperado, do destino, um presente de Deus (como lhes falei uma vez) ou sei lá. Ano passado, a situação foi contrária – cinco meninos e uma menina (vendo por esse lado, até que não foi tão ruim eu não ter participado da edição anterior).
Ficamos todos num mesmo hotel. Beatriz, Solange e Thais num quarto, Luciana e Tiemi noutro e eu num outro.

Cheguei lá no hotel altas horas no domingo (em verdade, quase não era mais domingo) e acabei não as conhecendo neste dia.
Devo dizer que é um tanto estranha para mim a sensação de me hospedar num hotel. É apenas a segunda vez que o faço (a primeira foi em 2010), por isso deve ser meio natural tal sensação. Bateu um estranho sentimento de liberdade e de autonomia, mesmo sabendo que não era bem assim. Parecia um outro mundo. Apartado. Eu num mundo estranho. Provavelmente, era simplesmente falta de costume.
Fiz um reconhecimento em tudo que pude, até li um pequeno manual sobre as facilidades do local e o comportamento esperado dos hóspedes. Detive-me um tempo na TV a cabo. Comecei a passar de canal em canal procurando algo que parecesse interessante. Nada. Muda de canal. Nada. Muda de canal. Nada. Até que lá pelos cento e poucos, pensei: ah, vou colocar na NHK para já entrar no clima! Procurei até encontrá-la no canal 147, porém… não estava pegando! Caramba. Que desapontamento. Bom, esqueçamos a TV. Vamos pro banho – pensei. Depois de mourejar com o sistema de aquecimento a gás, consegui tomar um grande banho (embora o espaço fosse minúsculo). Então, arrumei mais algumas coisinhas e caí na cama.

Na manhã seguinte, cada um dos três quartos se organizou independentemente para ir à Fundação. Conhecemo-nos lá. A Luciana e a Tiemi já tinham chegado quando cheguei e um tempinho depois chegaram Beatriz, Solange e Thais, que haviam errado o caminho para a fundação. E este foi o primeiro assunto do grupo.
Na primeira aula, rolou uma apresentação de todos: professores, nós alunos e até do diretor-geral da Fundação Japão em São Paulo, o sr. Akira Fukano. Tudo em japonês. E ficaria um bom tempo sem ouvir uma palavra sequer em português. Naquele momento, percebemos que ia ser exigente a parada. E ainda não tínhamos visto nada.
Na hora do almoço, fomos todos juntos ao shopping e lá cada um buscou sua refeição. Nesta ocasião, descobriram minha velocidade “lesmoide” para comer. Mas também descobriria que a Solange come quase tão lentamente quanto eu (ganhei dela em uma ocasião).
De volta aos estudos, tivemos uma aula com um professor japonês que não falava nada de português! No começo, demorei um pouco para entrar no ritmo dele, mas depois ele se tornou um dos meus professores preferidos. Muito paciente.
Para terminar o dia, tivemos uma experiência cultural: vestir yukata. Na hora de tirarmos fotos com os trajes, foi uma enxurrada de risos com os comentários das professoras. Até inventaram um nome pro grupo: Tiago e as Tiaguetes. Foi absurdamente cômica esta “aula”.
No caminho de volta pro hotel, sugeri que jantássemos todos juntos (exceto a Luciana, que tinha saído com sua tia). E assim foi feito. Foi uma boa oportunidade para socializarmos.
A lição de casa do primeiro dia nos esperava. Tratava-se de ler um ou mais textos (correlatos) e explicá-los para todas as outras pessoas, além de apontar fatos curiosos ou comentários pessoais. Tudo em japonês, claro. Mais tarde, saberíamos o temível motivo para tal lição de casa.
Uma boa notícia é que a NHK pegou hoje. Não sei se é impressão minha, mas parece que boa parte da programação é constituída de sumô. Durante a semana inteira, assisti um pouco sobre esta modalidade sobre a qual nada entendo. Até que tinha uns lances bem… interessantes.
Eu que achei que iria conseguir dormir mais do que na noite anterior, enganei-me…

Na manhã de terça-feira, tomamos café da manhã mais ou menos juntos (cada quarto descia num horário, mas nossos horários eram similares), prática que se seguiria até o último dia de curso. E fomos juntos para a fundação (o que também se seguiria nos dias seguintes).
Logo na primeira aula, tomei uma lavada da compreensão auditiva. Não consegui entender o suficiente dos diálogos e, por conseguinte, errei muitas das perguntas. Porém, foi bom isso. Percebi onde estão algumas de minhas deficiências. Para eficientemente combatermos um inimigo, precisamos conhecê-lo bem, certo? E esta aula serviu como uma incursão ao território inimigo, onde [creio que] consegui coletar informações importantes sobre suas atividades.
Seguiram-se mais aulas sobre a cultura japonesa, inclusive aquela da lição de casa. Não foi exatamente fácil explicar os textos, até porque o esperto aqui não fez nenhum tipo de anotação, nem sublinhou partes importantes dos textos (como minhas colegas fizeram). O tema era banheiro (e foi logo em seguida do almoço). Então, aprendi coisas interessantes sobre isso. Por exemplo: você sabia que, no Japão, o banho é tomado num cômodo e as necessidades fisiológicas, feitas noutro cômodo? E que, excluindo questões básicas como preço e localização, esta separação é a principal preocupação dos japoneses (segundo uma pesquisa de 2011) quando vão alugar uma casa? Eu não sabia. E aprendi mais também sobre a diferença de hábitos entre as famílias brasileiras.
Todas estas aulas sobre a cultura japonesa tinham um outro propósito, além da pura e simples transmissão de conhecimento. Esse outro propósito era que escolhêssemos um tema sobre o qual deveríamos elaborar questões para uma entrevista com japoneses! Fortes emoções, não? Claro que todos ficamos preocupadíssimos. Não sabíamos nem fazer direito uma entrevista em português…
Porém, esta preocupação não impediu a Solange, a Thais e eu de irmos passear um pouco na Liberdade (a Beatriz ficara no hotel escrevendo sua tese sobre kanji, a Luciana saíra novamente com sua tia e a Tiemi não quis ir porque tinha estado lá dias antes). Conheci algumas lojas novas (pra mim), compramos algumas coisas (exceto a Solange, que comprou muitas coisas!) e rodamos por lá em busca de um restaurante agradável (ao paladar e ao bolso, principalmente) para jantarmos. Encontramos um bom lugar, chama-se Ebis. Foi um jantar muitíssimo agradável, devo dizer.
Voltando ao dormitório, trabalhamos nas questões da temida entrevista. Meu tema foi casamento. Por que este tema? Porque foi o que sobrou. E escrevi isso na apresentação (ops, isto é cena dos próximos capítulos).

Chegamos na quarta-feira com duas aulas seguidas sobre kanji! Embora somente eu tenha exultado com isso. Minhas colegas não apreciam muito estes milhares de ideogramas mágicos e incríveis. A Thais nos disse que começara o estudo do idioma japonês devido ao kanji, mas que depois tinha perdido este amor pelos ideogramas chineses (puxa, que pena!). Apesar de ninguém ali (além de mim) morrer de amor por kanji, reconheceram sua importância como facilitador na leitura, já que um texto escrito somente com hiragana e katakana é um suplício de ler (sem falar que ocupa um espaço incrível).
Depois, seguiu-se uma simulação da entrevista, que foi muito útil. Em seguida, o almoço. E então… passamos por maus bocados nos minutos finais da espera pelos japoneses. O nível de tensão na sala era absurdo. No nível de soltar sorrisinhos de desespero.
Quando eles finalmente entraram e as entrevistas começaram (cada um de nós entrevistava um ou dois japoneses), senti um alívio indescritível. Pra ser muito sincero, até me diverti bastante no processo (o que, descobri depois, incomodou uma amiga que não conseguiu relaxar mesmo durante as entrevistas). Nós fazíamos um esquema de rodízio para conversarmos com todos os japoneses. Eu e os japoneses que entrevistei demos muitas risadas. Foi muito legal! O problema foi que acabei não conseguindo anotar muito bem as respostas deles (uma questão que já prevíamos), pois não queria (e não deveria mesmo) deixar de dar atenção a eles e o tempo, que antes parecia ser enorme (quinze minutos), era pouco, de fato. Não consegui fazer todas as perguntas para nenhum deles…
Logo após as entrevistas, tivemos um cafézinho para conversarmos com os japoneses sem a pressão da entrevista e sem grilhões quanto a assunto. Agora, mais relaxados, conseguimos aproveitar melhor a conversa. Eu falei mais com dois jornalistas que vieram trabalhar no jornal São Paulo Shimbun. Ambos muito gentis. Aliás, todos os japoneses que vieram para as entrevistas são muito gentis e pacientes. Até nos deixaram comentários sobre nossas posturas. Foi um grande aprendizado.
Na hora da janta, andamos acho que mais de uma hora só procurando um lugar para comermos. Foi aí que percebi que existem pessoas mais indecisas e que gostam menos de fazer escolhas do que eu. Por fim, comemos num restaurante que se dizia de comida chinesa mas que tinha muito pouco de chinês. A vida é feita de altos e baixos né. Mas nessa janta, descobri que a Tiemi tem um amigo em Bauru que, segundo ela (e uma amiga sua que me viu noutro dia), é incrivelmente parecido comigo. Não só na aparência, mas no jeito de rir, de falar japonês… É verdade que não é novidade eu ser até confundido com outras pessoas (como um camaleão humano), mas essa semelhança me assustou um pouco. Como pode?
Além disso, minhas caríssimas colegas queriam me exterminar por que ficava usando やばい (uma expressão vista no primeiro dia do curso) toda hora e em várias situações. A questão é que tal expressão realmente tem muitos significados entre os listados no dicionário e gírias.

No dia seguinte, a primeira aula foi novamente de compreensão auditiva. Mas, desta vez, consegui compreender bastante, apesar de boa parte da aula ter sido devotada aos números japoneses – assunto que estou longe de dominar. Provavelmente, devido ao sistema de contagem japonês agrupar os números de quatro em quatro, enquanto nosso sistema os agrupa de três em três. Por exemplo, nosso “100.000” (cem mil) fica, em japonês, “10,0000” (十万, juu man, ou dez vezes dez mil), embora não creio que eles escrevam explicitamente com quatro casas de separação (é mais uma coisa a se pesquisar). Acho que escreveriam “100,000” mesmo, mas o jeito de pensar é usando a separação de quatro dígitos (no caso, múltiplos de dez mil em vez de múltiplos de mil, como fazemos).
Depois, tivemos aulas sobre apresentação de trabalhos. Sim, não bastava a emoção de entrevistarmos japoneses, teríamos que apresentar o resultado das entrevistas e nossas conclusões para pessoas que nunca tínhamos visto na vida (inclusive, mais japoneses, claro).
Devo dizer que foi uma tarefa meio hercúlea extrair informações das minhas parcas e porcas anotações do dia anterior. O plano foi aproveitar as respostas e comentários que ainda estavam razoavelmente frescos na memória e mandar ver no texto da apresentação.
Nesse dia, jantamos rapidinho para podermos terminar o texto. Foi a noite em que dormi menos – cerca de três horas de sono. Foi bastante difícil criar em japonês, pois não é uma coisa com que tenha muita experiência.

No último dia de curso, as tensões de todos se afloraram. Tivemos até à hora do almoço para terminarmos nosso discurso e ensaiá-lo. Um professor japonês e uma professora brasileira leram o meu texto e sugeriram correções. Com o texto pronto e revisto, minha maior preocupação era decorar o máximo possível para não ter que ficar lendo muito na hora da apresentação. Fizemos um ensaio geral, pois também seríamos os apresentadores dos nossos colegas. Meu ensaio foi horrível, ficou claro para mim.
Bateram quinze e trinta no relógio. Hora do “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”. Bastava olhar para a expressão facial de qualquer um de nós para ver a tempestade que nos chacoalhava por dentro. É a hora do やるしかない!(algo do tipo “não tem jeito, vamos ter que fazer isso”).
A professora Maki tinha mais confiança na gente do que nós mesmos. Começou pela Beatriz (que discursou sobre os japoneses começarem a trabalhar logo em seguida da formatura na faculdade), depois fui eu, que discursei sobre minhas percepções acerca das respostas dos entrevistados e sobre o que aprendi com relação ao casamento no Japão. Claro que eu cometi alguns errinhos. Inclusive, num deles, uma moça deu uma risada. Bom, pelo menos ela estava prestando atenção. Depois da minha apresentação, respondi às perguntas da plateia com meu japonês zambeta. As perguntas foram interessantes e eu não tinha respostas prontas para elas, mas acho que consegui transmitir o que penso e o que sinto. Depois de mim, foi a vez da Luciana (que discursou sobre os japoneses tomarem banho com pessoas desconhecidas nos banhos públicos e em termas), depois foi a Solange (que discursou sobre as datas em que os japoneses costumam dar presentes e sobre os presentes), em seguida a Tiemi (que discursou sobre a educação no Japão e os estudantes de lá) e, por fim, a Thais (que discursou sobre o hábito de as mulheres cuidarem das finanças da casa e darem uma mesada para os maridos).
Bom, ninguém ficou pra sempre no modo pânico, nem teve um piripaque na hora e nem desmaiou. Logo, considero o evento um sucesso.
Tinha até um japonês que me conhecera dois dias antes, na entrevista. Ele foi nos prestigiar naquele delicado momento de nossas existências. Obrigado, Kawaguchi-san!
Para quem quiser ver, meu discurso está aqui.
Após as apresentações, houve uma confraternização com todo mundo. Com certeza, a palavra que nos descrevia melhor era “alívio”. Depois de muito esforço de nossa parte, dos professores e de todos os envolvidos, chegamos vivos ao fim.
Foi uma experiência bastante enriquecedora tudo o que vivi nesta semana. Agora que passou, vejo como foram fantásticas experiências as entrevistas com os japoneses e a apresentação para o público. Não é algo que se pode fazer todos os dias. E levo comigo muitas boas lembranças e muito aprendizado. Um deles é que descobri que consigo conversar com um japonês somente usando japonês. É óbvio que não sei muitas palavras e estou bem longe da fluência, mas é possível uma comunicação efetiva e prática, o que já é uma grande coisa.
Fico muitíssimo grato à Fundação Japão pela oportunidade ímpar e espero que muitos outros estudantes do idioma japonês tenham a felicidade de participar deste programa.
Com isso, encerro este artigo usando uma expressão que aprendi no curso. 以上です。

Turminha do barulho

Turminha do barulho

また新年

2013/01/05

平成二十五年の第一投稿は日本語です!先ず、新年明けましてお目出度う御座います!
今年沢山日本語を勉強する積もりなんです。特に今月。国際交流基金の日本語講習会に参加するから。楽しみにしています^^
当分其の講習会に準備しています。講習会が終わってから、私は此処に又書きます。
其れでは、勉強に戻りましょう!

Adeus ano velho, feliz ano novo…

2012/12/31

Pois é, mais um ano se foi. Mais trezentos e sessenta e cinco dias adicionados à nossa existência. Você estabeleceu objetivos para 2012? Se sim, conseguiu atingi-los? Não vá me dizer que acabou se esquecendo de quais eram…

Aproveitando o momento, faço também meu balanço do ano (bom, se as lojas o fazem, por que eu não poderia?). Não vou me ater a acontecimentos pontuais (até porque, infelizmente, não tenho diário (já até tentei escrever durante um tempo, mas a disciplina me foi insuficiente), o que me impedirá de, daqui a vinte anos, ler alguns acontecimentos incríveis da vida e cair na nostalgia (ou lembrar com um sorriso)), mas sim considerar grandes blocos de tempo neste ano.

Não sei se posso classificá-lo assim, mas acho que foi um ano “inesperado”, no sentido de que fiz muitas das coisas que sempre vim fazendo há alguns anos, porém desafios inauditos se apresentaram, acontecimentos de que nem suspeitava.

Foi um ano de sorrisos, lágrimas, falhas, estudo, amizade, paixões, desilusões, consolo, perdão, dedicação, medo, regozijo, suor, oração, encontros, despedidas, abraços, velocidade, saudade…

Vi amigos irem ao exterior para lá estudar, vi amigos voltarem do exterior, fiz amigos de outra nacionalidade, revi amigos que há muito não via, consegui sucessos inéditos e tentei me dedicar mais ao próximo.

Da importância da amizade certo estou de que pouquíssimos ousam duvidar, entretanto neste ano tive uma forte consciência do papel central e insubstituível que ela exerce em minha vida. De amigos de verdade estou falando, daquelas pessoas que não passam por nossas vidas sem nos deixar um pouco do melhor de si, bem como deixamos com elas o que temos de melhor.
Isso me lembrou de uma linda canção do Flecha dos Pampas (que faleceu neste ano) intitulada “Eterno Mendigo”:

Nada neste mundo está perdido
Tudo tem valor no bom sentido

Tudo recebo com prazer: amor, rancor, justiça, calúnia
Mas tudo incrementa meu viver

O que recebo de ruim guardo comigo
O que recebo de bom divido com os amigos

Por isso, sou um eterno mendigo
Mas é assim que consigo ser feliz

Toda vez que escuto esta canção no LP de 1980 do meu pai me emociono deveras e lágrimas correm como rios em mim. Acho que o fato de ter sido criado ouvindo tais LPs contribui para isso, mas a beleza da mensagem, pra mim, é indiscutível.

Falando em música brasileira, neste ano conheci mais da nossa cultura e passei a dela gostar ainda mais e a divulgá-la ainda mais, tanto para brasileiros como para estrangeiros. Sem demérito a nenhuma cultura, mas a nossa é uma das mais diversificadas que conheço. Fica aqui o convite para que neste ano que se inicia você procure se cientificar mais de nossa cultura. A música é, em minha humilde opinião, um ótimo ponto de partida.

Bem, espero que tenha aproveitado bastante este ano e que 2013 seja repleto de novas emoções e boas notícias. Não se deixe levar pelo pessimismo que pode tentar consterná-lo, mas acredite num amanhã melhor e, sobretudo, faça tudo o que puder para torná-lo realidade!

Um feliz ano novo para você e para seus entes queridos.
Até o ano que vem 🙂

Autoconfiança

2012/12/11

Fazia um tempinho que não precisava me aventurar pelo mundo dos exames na escola (mais precisamente, quase três anos). Porém, Análise de Algoritmos I quebrou este hiato. Logo que descobri que não escapara do inescapável exame, indaguei o professor sobre a possibilidade de um atendimento para tirarmos dúvidas antes da prova fatal (que, no momento em que escrevo isto, não fiz ainda). Falando no professor, ele é um distinto senhor (temido) conhecido por Rezende.
Pois bem, fui ontem no tal atendimento e lhe mostrei um algoritmo que tentei bolar. Depois de me fazer uma copiosa chuva de questões, às quais mal e mal respondi titubeante, ele virou e me disse: “Você, no fundo, quer que eu diga se isto que você fez está certo ou não” (ah não, como ele descobriu!?) E não parou por aí, continuou: “Você tem problemas de autoconfiança, precisa acreditar mais em si mesmo e no que faz” (caramba! como ele descobriu isso também!? Talvez ser professor exija mais habilidades do que supunha).
O fato é que ele estava absolutamente certo. E a falta de autoconfiança não me atinge somente nos algoritmos, mas na vida.
Todavia, como ser autoconfiante sem correr o risco de ser soberbo ou pretensioso? Eis questão.